Oração a Exu

Ao Senhor dos meus caminhos eu peço licença, começo pedindo ao acordar, antes mesmo de me levantar, antes de passar o primeiro pensamento, eu assim o peço.

Hoje é segunda-feira, é dia de saudá-lo. Saudar quem abre meus caminhos, saudar quem me faz enxergar melhor o meu percurso.

Saudar o chão que eu piso. Reverenciar a força que me mantém viva, a chama que me alimenta, a ação que faz a roda girar.

Pisei, pisei, pisei e girei. Com sua gargalhada, passo a ouvir melhor. Agora, não só enxergo desanuviado os passos que devo dar, como ouço mais acertado os sinais que a vida me dá, dos movimentos que devo curiar.

Continuo a caminhar, atenta ao seu chamado. Peço licença para passar, pela sua encruza eu peço licença, ô meu Pai, ô. Laroyê, Mojubá.

Com o gole da cachaça, que esguicha no ar, tudo fica mais nítido. É como se o céu se limpasse para que a luz do Sol, finalmente, pudesse me alcançar (ou será que eu a alcanço agora?).

O cheiro, eu conheço bem. Familiar o tabaco do seu charuto. Aguça meus sentidos, me deixa mais esperta, mais ligeira. De repente, fico rápida, meus instintos mais afiados, minha intuição não falha.

E, se o padê não lhe falta, a mim sua força não carece também. Laroyê, Exu, Mojubá! Alimenta minha alma, fortalece meu corpo, endireita minha postura e endurece meu peito para não faltar coragem para as batalhas diárias.

Então eu peço licença, com o joelho esquerdo me agacho, bato a cabeça três vezes, bato palmas três vezes. Laroyê. Bato palmas três vezes. Laroyê. bato palmas três vezes. Laroyê, Exu, Mojubá.

Por: Anne Raysa – 03 de janeiro 2022.

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