Imagem: autor desconhecido (reprodução)
Considerada como “A Grande Mãe”, Iemanjá é o Orixá feminino do Trono da Geração e ela é a senhora do mistério maternal. Alexandre Cumino afirma em seu curso de Teologia de Umbanda Sagrada que, se nós temos mãe, é porque existe Iemanjá, pois esse mistério (mãe) pertence a esse Orixá.
Quando pensamos nos mistérios da nossa amada Mãe Iemanjá, devemos nos lembrar que ele não se limita ao mar, pois Iemanjá é energia do mar, assim como ela é um mental planetário, uma divindade de Deus que atua no mistério maternal na criação e no universo. Iemanjá vem para amparar a vida e a geração.
Se Mamãe Oxum é a senhora da concepção, Iemanjá é a senhora da maternidade, ela é regente no momento de gerar, nascer e vir a luz, pois sua energia propicia o ato de gerar.
Por esse motivo, por sua energia geradora, é que todos os anos milhares de pessoas vão à praia na virada do ano para pedir à Iemanja´, seja por oferendas, orações ou “simpatias” que Ela gere coisas boas e positivas no ano que estará iniciando.
Por ser portadora do elemento água, Iemanjá é a senhora da vida, senhora da água e também aquela que nos auxilia quando precisamos de ajuda para lidar com nossas eoções, pois água é o elemento das emoções.
Pensando na prática, no nosso cotidiano, o fator geração da nossa amada mãe atua dentro do campo da criatividade. Isso significa que ela gera no momento em que o ser está começando algo novo e busca em Iemanjá força para começar, tanto para dar amparo quanto para dar força e vida, seja a um negócio, uma nova empreitada, alguma empresa ou um relacionamento. Ou seja, ela atua em todos os sentidos de nossa vida quando estamos começando algo ou buscando força para o que está sendo criado.
Um exemplo muito bacana que o Cumino usa no curso de teologia é que uma semente que brota e germina na terra fértil de Obá é germinada pela força de Iemanjá, porque naquele momento a terra também é útero e quando a terra é útero, por mais que seja a mãe terra, o útero gerador é Iemanjá.
Um detalhe importante; Mãe Iemanjá é passiva, ou seja, ela não força ninguém a gerar, mas dá sustentação a todos que buscam “dar vida” e criar.
Curiosidade: a imagem que temos hoje de mãe Iemanjá é totalmente brasileira e totalmente umbandista. Ela foi criada na década de 50 por uma senhora chamada Dala Paes Leme que visualizou a imagem acima do mar. Ela descreveu paa um artista que fez aquele famoso e tradicional quadro que conhecemos.
Nome: Iyê (mãe), Omo (filhos), Eja (peixe): A mãe dos filhos peixe.
Sincretismo: Nossa Senhora da Conceição e Nossa Senhora dos Navegantes
Saudação: “Odoyá minha mãe” ou “Odoci iaba”, e quer dizer “salve, salve minha mãe Iemanjá”.
Cor: azul claro
Pedra: água marinha
Linhas de trabalho: Caboclos e caboclas do mar, sereias, marinheiro.
Fonte: texto disponibilizado no curso Teologia de Umbanda, do Umbanda EAD, ministrado por Alexandre Cumino.


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