Uma das coisas que a maioria das pessoas não compreende é que, independente do nome ou religião, Deus é um só. Para alguns ele é Deus, para outros Ala, e para nós, umbandistas de plantão, Olorum. Qual a diferença entre todos eles? Para Deus não há diferença alguma, o que de fato o difere (para os homens), é a forma como o enxergamos, e só isso!
Para um Umbandista, Deus não é “bonzinho”, mas sim JUSTO. Ele é o criador de tudo e de todos, logo, ele não ama mais a um filho do que a outro, mas sim ama a todos da mesma forma, e age para com todos com a mesma justiça. Dessa forma, não é correto dizer que nós adoramos a outros deuses, pois só há UM DEUS. Um Orixá não é um deus, mas sim um fator divino.
Deus cria em si e de si, ou seja, ele gera dentro dele e dele (para fora) um fator “fé”, por exemplo, e então esse “fator fé” recebe o nome de Oxalá, que nada mais é que um fator de Deus, uma criação d’Ele. Os Orixás são fatores divinos, dinvidades criadas por Deus. Deus não é o início, ele é tudo: o começo, o meio e o fim. Ele é o TODO, e um Orixá é um fator divino desse “todo”.
Portanto, a Umbanda não é politeísta e os orixás não são deuses. Eles são divindades de Deus, são irradiações divinas que amparam os seres até que evoluam, desenvolvendo seus dons naturais, para alcançarem seus fins em Deus. Deus se manifesta e se irradia em todos os níveis onde vivem os seres e as criaturas, através do Setenário Sagrado, os sete sentidos da vida, pelos quais fluem as essências divinas (cristalina, mineral, vegetal, ígnea, aérea, telúrica e aquática) que chegam até nós pelas vibrações mentais, sonoras, energéticas e magnéticas.
(trecho extraído do blog Umbanda Saber).
Para quem quer saber mais sobre isso indico o link acima (Umbanda Saber) em que a autora explica um pouco mais sobre o assunto, bem como o livro “Manual Doutrinário, Ritualístico, Comportamental Umbandista” de Rubens Saraceni, que como sabemos, é um ícone no que se trata de estudos na Umbanda.


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